domingo, 26 de maio de 2013

HISTÓRIA -DA FORMAÇÃO ESPANHOLA A INDEPENDÊNCIA EUA

América Espanhola                                                                                   
  • Em 1492, a Espanha conquista Granada, expulsa os judeus, publica a primeira gra­mática de língua espanhola, e, através da expedição de Cristóvão Colombo, descobre América.
• A Espanha concedeu a particulares o direito de colonizar em nome da realeza. Os primeiros conquistadores tornaram-se os primeiros governantes das novas terras, recebendo, para isso, muitos poderes e o título de adelantadosÀ medida que um sistemático projeto colonial foi sendo montado, o poder dos conquistadores e de suas famílias foi sendo diminuído.
• Liderada por Hernán Cortés, entre 1519 e 1521, ocorre a conquista do México, com a derrota dos astecas. A vitória de Cortés pode ser explicada, entre outros fatores, pelos inúme­ros aliados indígenas que lutaram a seu lado, pelas táticas de guerra e armas de fogo, pela capacidade de decifrar a cultura indígena por meio de seus intérpretes, e pelas doenças, que atacaram os astecas.
• A conquista do Peru, com a derrota dos incas, foi liderada por Francisco Pizarro. Pode  ser explicada pela captura de Atahualpa, pela guerra civil entre os incas (que enfraqueceu a resistência militar), pelas alianças com indígenas subjugados pelo império inca, entre outros fatores.
• Para prestar contas ao rei, utilizava-se, normalmente, o Conselho das índias, e a Casa de Contratação. Durante todo o período colonial, foram criados quatro vice-reinos: Nova Es­panha, Nova Granada, Peru e Rio da Prata e quatro capitanias gerais, governados por vice-reis e capitães-mor.
• Dentro dos vice-reinados, grandes regiões de importância estratégica eram divididas em Audiências, que inspecionavam cidades e aldeias. Dentro de muitas cidades existia cabildosgoverno municipal cujos membros eram escolhidos entre as elites locais.
• Houve uma série de maneiras de tratar os indígenas, transformados em mão-de-obra nas fazendas e minas: em um primeiro momento, a escravidão, depois a encomiendao  repartimiento e a mitaHavia, também, mas em menor escala, o trabalho livre, por vezes especializado, dos indígenas e a escravidão negra.
• Houve, no geral, grande preocupação por parte das autoridades reais e da Igreja para con­verter os indígenas ao cristianismo. Para evitar qualquer "traço de idolatria", os religiosos destruíram templos, ídolos e códices indígenas, associados ao demônio. Mesmo assim, as antigas práticas continuaram vivas, por vezes mescladas ao novo culto.



América Inglesa
• A Inglaterra, nos séculos XVI e XVII, sofria com a alta dos preços dos produtos de primeira necessidade, prejudicando as camadas mais baixas das sociedades. No século XVII, os choques entre burguesia e realeza, entre grupos populares contra burgueses elitizantes, e entre religião oficial e outras religiões aumentam, ajudando a criar um quadro conturbado que ajuda a entender a ausência de um projeto colonizador sistemático por parte da Inglaterra.
• Como o Estado e a Igreja oficial não acompanharam os colonos para a América, formam-se 13 colônias, sem unidade política ou geográfica entre elas, na costa leste da América do Norte.
• Foi somente no início do século XVII, com a dinastia Stuart no poder na Inglaterra, que o país voltou às empresas colonizadoras, com as concessões a Companhia de Londres e a Companhia de Plymouth, que encerram suas atividades, endividadas, em 1624 e em 1635, respectivamente.
• Grupos religiosos perseguidos vieram em grande número para as colônias. Um desses grupos, em 1620, chegou a Massachusetts, em um navio chamado Mayflower. Seus líderes, religiosos puritanos, estabele­ceram um pacto de autogoverno (que levou o nome do navio). Esses puritanos são chamados de pais peregrinos e são vistos como pais da nação norte-americana pela tradição.
• Também vieram para as Treze Colônias, aventureiros, órfãos, mulheres sem posses, crianças raptadas, membros de seitas religiosas (puritanas ou não), negros africanos, comerciantes, nobres e degredados, sem mencionar os indígenas que já habitavam o local.
• William Penn, líder quaker, funda a Pensilvânia, local de grande liberdade religiosa.
• As colônias do Norte desenvolveram a policulltura voltada para o mercado interno, não condicionado totalmente aos interesses metropolitanos. O trabalho era, em sua maioria, familiar, livre, assalariado ou a servidão temporária. Nessa região, denominada Nova Inglaterra, as colônias prosperaram principal­mente devido ao comércio e à pesca. Houve grande afluxo de riquezas em decorrência do comércio triangular.

• As colônias do Sul desenvolveram, desde cedo, a produção de tabaco. Para cultivar o fumo, recorreu-se à mão-de-obra escrava, que até tornar-se predominante no século XVIII conviveu com a servidão branca. Com uma economia voltada ao exterior, as colônias do Sul dependiam da Inglaterra: mandavam linho e algodão e compravam roupas, e todo o mobiliário também vinha da metrópole. A vinda de escravos negros, gradualmente, alterou o modo de vida e o trabalho no Sul, pois as terras aumentaram de preço e foram incorporadas pelos fazendeiros ricos e as pequenas propriedades cederam lugar aos latifúndios. 

• Nas colônias centrais, últimas colônias a serem conquistadas pela Inglaterra, desenvolveu-se uma vida ligada à agricultura, principalmente de cereais. Embora existissem algumas propriedades bastantes extensas, a maioria delas era constituída de pequenas lavouras como na Nova Inglaterra. As colônias centrais, do mesmo modo que na Nova Inglaterra, tinham alguns escravos negros, mas que eram minoria. ­Também desenvolveram manufaturas, a exemplo das colônias do Norte.

• Nas colônias inglesas, em geral, havia a prática da exclusão do indígena da sociedade colonial. Os indígenas, por sua vez, rebelaram-se incontáveis vezes. Da relação tumultuada entre indígenas e colonizadores, surgiram inúmeros tratados de paz, demarcando as terras de um lado e do outro. Com o tempo, surgiu uma prática que se tornaria comum: as reservas indígenas, áreas que pertenciam exclusivamente aos ameríndios. Mesmo com essa prática, os conflitos continuaram a ocorrer, mostrando que esses acordos não eram plenamente cumpridos.

Iluminismo
• Descartes desenvolveu uma concepção de mundo racionalista e mecanicista.
• John Locke desenvolveu as teorias da tabula rasa e do contrato social.
• Isaac Newton mudou a maneira de o homem situar-se no universo por meio da mecânica.
• Os iluministas, baseando-se em seus precursores, criticavam o absolutismo e o clericalismo; propunham liberalismo econômico; individualismo; busca da felicidade; respeito aos direitos naturais e o reconhecimento do direito à revolta, caso o governo os violasse; tolerância religiosa e abolição dos privilégios de nascimento. 
• Para divulgar as idéias iluministas foi constituída a Enciclopédia.

• Voltaire defendia as liberdades individuais e era contrário ao absolutismo e ao clericalismo.

• Montesquieu desenvolveu a teoria da separação dos poderes em Legislativo, Executivo e Judiciário.
• Rousseau era o filósofo que representava os interesses das camadas populares da época.

• Os fisiocratas consideravam a agricultura a atividade econômica mais importante.

Independência das treze colônias
• O crescimento das treze colônias levou a Inglaterra a tentar implantar  uma espécie de pacto colonial.
• Fazem parte das pressões britânicas contra a economia das Treze Colônias: Sugar Act, Stamp ActAto de Quebec, Lei do Aquartelamento, Tea Act.
• As causas do processo de independência dos EUA são a repressão adotada pela Inglaterra e a influência das idéias iluministas.

• A Declaração de Independência dos EUA foi assinada em 4 de julho de 1776.
• O chefe das tropas norte-americanas, na luta pela independência, foi George Washington.
• A Constituição dos EUA é uma síntese do pensamento das principais forças políti­cas de sua época.


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